31 de maio de 2010

Liberdade é celebrada em show instrumental, às vésperas do 13 de Maio

No palco: Borici Junior, Afonsinho Menino e Orikerê


A liberdade humana, de expressão, ideias e estilos estiveram no fundamento do show instrumental “Qualquer Lugar”, do projeto Ylu Brazil. Afonsinho Menino e Borici Junior subiram ao palco dia 11 de maio, no Bar Lua Nova, para uma livre viagem rítmica de percussão e piano, tendo ao lado o músico convidado Orikerê. Com casa cheia, a plateia curtiu músicas de artistas conhecidos como Hermeto Pascoal e Egberto Gismonti, além de composições próprias e improvisos.

Afonsinho Menino não perdeu a oportunidade de interagir com os presentes, orquestrando intervenções do público e até possibilitando que as pessoas tocassem alguns instrumentos. “A arte sem fronteiras e suas diversas influências culturais representam exatamente o espírito deste show: a celebração à Liberdade”.

Borici completa: “O show instrumental Qualquer Lugar é isso: música, arte, universalidade. E também o resultado de experimentos rítmicos e da parceria com Afonsinho”.


A platéia se divertiu no show


"Navio Negreiro" fez parte do repertório

Momento de destaque foi a apresentação de “Navio Negreiro”, poema de Castro Alves declamado por Renata Gobatti e sonorizado ao vivo pelos músicos. A narrativa remete aos anos de escravidão e a chegada dos africanos ao Brasil, arrancados de suas terras e de suas vidas, mas não de suas crenças, costumes e musicalidade, tão marcantes no País.


Agradecimentos

A realização do show contou com a participação e apoio importante de muitos: o Novo Bar Lua Nova e sua equipe, que abriu suas portas e deu todo suporte necessário; Wellyene Bravo pelo empréstimo da máquina fotográfica; Renata Martins pela filmagem; Luiz Vicente Pereira pelas imagens; Orikerê pela parceria e talento; Marcos Magni pelo empréstimo de MD; e todos os amigos que incentivaram e participaram da apresentação.



Reportagem e fotos: Renata Gobatti


5 de maio de 2010

Making off

Afonsinho Menino e Borici Junior estiveram no Bar Lua Nova para verificar equipamentos, definir repertório e deixar tudo pronto para o show instrumental “Qualquer Lugar”.

O público assistirá na apresentação um painel sonoro da “brasilidade mundial”, desenhado por meio da percussão e do piano executados pelos músicos.

Às vésperas da data que celebra a Abolição da Escravidão no Brasil há 122 anos, o show comemora a Liberdade de um modo mais amplo, fazendo da música veículo e representação desta conquista.


Afonsinho Menino

Percussionista, luthier e pesquisador, Afonsinho Menino tem mais de 30 anos de contribuição à música. Identificou ainda bem jovem sua vocação, buscando formação específica em instituições de ensino reconhecidas, como é o caso do Conservatório Souza Lima.

Em sua carreira, atuou em grupos, bandas e trabalhos solos, tocando percussão e fazendo arranjos musicais, inicialmente na região metropolitana de São Paulo, posteriormente no interior. Há um ano retornou à capital paulista, marcando sua volta aos palcos com o show “Qualquer Lugar”.

Na ocasião, demonstrará toda familiaridade com os mais diversos instrumentos e objetos percussivos, promovendo uma viagem sonora que perpassa tempos e mundos.


Borici Junior

Oriundo de família de músicos, Borici Junior herda do pai – Cláudio Borici Federal – o gosto e o talento pela arte. Seus estudos em piano têm início em Marília, concluídos posteriormente no Conservatório de Tatuí.

Profissionalmente, são 16 anos atuando em gravações e shows por todo País, seja em bandas, grupos de pagode, duplas sertanejas e acompanhando cantores. Paralelamente, desenvolve trabalho no campo pedagógico, tendo quatro publicações neste segmento.

Na apresentação do dia 11 de maio, 21h, mostrará releituras de temas da bossa nova e standards do jazz, numa boa mistura musical e diálogo com a percussão de Afonsinho Menino. O show “Qualquer Lugar” é imperdível!


Serviço
Show “Qualquer Lugar”
com Afonsinho Menino (percussão) e Borici Junior (piano)
Data: 11 de maio, 21 horas
Local: Bar Lua Nova - Rua Conselheiro Carrão, 451, Bexiga (perto da Igreja Acheropita)
Couvert artístico: R$ 5,00
Entrada gratuita


Renata Gobatti

2 de abril de 2010

Show “Qualquer Lugar” marca a volta do músico Afonsinho Menino à capital paulista


A apresentação de percussão e piano será dia 11 de maio, no bar Lua Nova, no Bexiga

Após longa temporada no interior do estado, o percussionista Afonsinho Menino volta aos palcos de São Paulo com o show instrumental “Qualquer Lugar”. Borici Junior é pianista convidado. Juntos apresentarão canções de Hermeto Pascoal e Egberto Gismonti, além de composições próprias como Berimba Coco e Ylu Brazil.

Durante 1h20, Afonsinho Menino vai demonstrar toda familiaridade com os mais diversos instrumentos e objetos percussivos, desenhando um painel sonoro da “brasilidade mundial” que os tambores representam. Os instrumentos percussivos também promovem uma viagem que perpassa tempos e mundos.

Momento de destaque será o “Navio Negreiro”, poema de Castro Alves incluído na apresentação. A narrativa remete aos anos de escravidão e a chegada dos africanos ao Brasil, arrancados de suas terras e de suas vidas, mas não de suas crenças, costumes e musicalidade hoje tão marcantes no País.

“Não quero rememorar a Libertação dos Escravos, o 13 de maio. Quero comemorar a Liberdade e ajudar a construir uma consciência histórica de tudo que se passou e se passa”. Afonsinho Menino completa: “O show Qualquer Lugar é muito mais que isso: é música, arte. É também o resultado de experimentos e dessa parceria minha com o Borici”.

A apresentação terá início às 21 horas no dia 11 de maio, no bar Lua Nova – Rua 13 de maio, 540/ esquina com Rua Conselheiro Carrão, 451, Bexiga. Couvert artístico: R$ 5,00. Entrada gratuita.


Renata Gobatti

13 de março de 2010

Vivência percussiva no Bexiga

O workshop será domingo (14.03), das 17 às 19 horas

Afonsinho Menino vai mostrar as nuances de diversos instrumentos percussivos


Para apresentar as nuances dos instrumentos percussivos e revelar seus diversos potenciais, o músico Afonsinho Menino estará no Bexiga, em São Paulo, ministrando um workshop dinâmico e muito criativo no dia 14 de março (domingo), das 17 às 19 horas. A atividade é direcionada tanto aqueles que já têm intimidade com a percussão, como para quem ainda está se familiarizando com os instrumentos.

Cajon, tumbadora, agogô, xequerê, tambor de folia e pandeiro serão alguns dos instrumentos que darão o toque de ritmos brasileiros como o maracatu, o cacuriá e o baião. A expectativa é promover uma vivência com a participação de todos. “Quem for lá não vai ficar só olhando”, garante Afonso Menino.

O interessado poderá levar seus instrumentos ou utilizar o material do workshop, que estarão disponíveis para venda. Ao final da atividade haverá o sorteio de um brinde.

As inscrições serão feitas meia hora antes do início da atividade, no valor de R$ 50. As vagas são limitadas.


Serviço:
VIVÊNCIA PERCUSSIVA, COM AFONSINHO MENINO
Local: Rua Cons. Carrão, 451 (esq. R. 13 de Maio), próximo da Igreja Acheropita – Bexiga
Data: 14/03/10 (domingo), das 17 às 19h
Inscrições: R$ 50,00 – no local, meia hora antes do evento
Realização: Projeto Ylu Brazil


Renata Gobatti

13 de fevereiro de 2010

Projeto Ylu Brazil prepara vivência musical para março

ATENÇÃO! Para melhor adequação dos participantes, houve alteração de data e local


O projeto Ylu Brazil apresenta mais uma novidade: um workshop de percussão.

No dia 14 de março (domingo), das 17 às 19 horas, o músico Afonsinho Menino comandará uma vivência prática e muito dinâmica fazendo uso de vários instrumentos, entre eles: cuíca, afoxé, xequerê, tambor de folia, pandeiro e tumbadora.


Ao final do workshop, será sorteado um brinde entre os participantes.

As inscrições serão feitas no dia, meia hora antes do início da atividade. Mais informações podem ser solicitadas por e-mail: ylubrazil@gmail.com.


Serviço
Vivência percussiva, com Afonsinho Menino
Quando: dia 14 de março (domingo), das 17 às 19 horas
Onde: Bar Lua Nova - Rua Conselheiro Carrão, 451 (esquina com R. 13 de Maio) - Bexiga

Renata Gobatti

11 de fevereiro de 2010

Sublime simplicidade...

Homenagem à Pena Branca, sertanejo de raiz


A terra perdeu um pouco do sabor com a morte de José Ramiro, o Pena Branca. Aos 70 anos, o cantor deixou calada sua viola e muitas lembranças das modas que tocava com o capricho e a simplicidade de seu coração caipira.

Entre tantas apresentações por todo Brasil, esteve em 2007 no Sesc Bauru. No camarim, conheceu o percussionista Afonsinho Menino – que fazia parte da banda de forró Xamego Zen (de Lins) e subiria ao palco após o show de Pena Branca.

“Neste encontro, ele me disse: Menino, não pára não! Continua fazendo o que faz, porque tem gente que precisa de nós”, relembra Afonsinho. Para ele, a morte de Pena Branca representa uma grande perda para a música brasileira e mundial.



Pena Branca e Afonso Menino - Bauru, 2007



“Seu jeito simples de cantar, de forma original, enriqueceu a grande música brasileira. Ele é um músico que manteve esta forma de tocar a música de raiz, ou melhor, a música que vem do chão. Com ele aprendi não esquecer de onde eu vim, das minhas raízes”, completa Afonsinho Menino.


Vida “enviolada”

Nascido em 1939, no município de Igarapava (interior paulista), logo mudou com a família para Uberlândia (Minas Gerais), onde passou boa parte da infância e juventude, trabalhando na roça ao lado do pai e outros cinco irmãos, entre eles Ranulfo Ramiro.

Em 1962, começavam sua carreira de cantor, retornando a São Paulo seis anos depois, para seguir a vida artística. Muitos foram os nomes da dupla - José e Ranulfo, Peroba e Jatobá, Xavante e Xavantinho – até chegarem à denominação que os tornou conhecidos em todo Brasil.

Pena Branca e Xavantinho lançaram seu primeiro LP, “Velha Morada”, em 1980, com composições de Xavantinho em sua maior parte, além de canções folclóricas como Calix Bento e uma gravação de Cio da Terra, de Milton Nascimento e Chico Buarque.

Outros discos foram lançados, num total de dez, repetindo a fórmula que misturava música caipira, folclórica e MPB, ganhando popularidade. “Eles foram heróis da resistência caipira. Eles inovaram ao gravar outros tipos de música, como Cio da Terra, e até composições de Ataulfo Alves, com aquele jeito puro da música caipira”, afirma Rolando Boldrim.

Em 1990 ganharam o Prêmio Sharp de melhor música ("Casa de Barro", de Xavantinho e Moniz) e melhor disco ("Cantado do Mundo Afora"). O sucesso inspirou outros artistas urbanos, enchendo a MPB do ''sabor da terra''.



Pena Branca colocou sotaque caipira em vários sucessos da MPB que regravou


Com a morte de Xavantinho, em 1999, Pena Branca seguiu adiante com sua bandeira, gravando mais três discos-solo, continuando nessa seara o respeitável e importante registro do cancioneiro caipira. “Cantei muito com os dois, e tenho orgulho de tê-los descoberto naquela orquestra de violeiros em Guarulhos e vê-los deslanchar na carreira. Vai ser difícil aparecer algo parecido na música”, afirma a apresentadora e cantora Inezita Barroso.


Renata Gobatti
Fotos: Arquivo pessoal de Afonso Menino

26 de janeiro de 2010

Viagem através do universo percussivo

Afonsinho Menino é luthier há mais de 20 anos. Hoje, cria e recria instrumentos de percussão



Percussionista e luthier, Afonsinho Menino tem mais de duas décadas de dedicação à música. Na arte de confeccionar instrumentos, um de seus primeiros mestres foi Luiz Mauro Lumumba, no fim dos anos 80. Depois, partiu em sua viagem particular, visitando culturas, conhecendo outros mestres e traçando novas rotas para suas redescobertas percussivas.

“Fui aprender luthieria inicialmente para dar manutenção nos meus próprios instrumentos, que quebravam. Depois, vi que esta arte me proporcionava um aprendizado diferente, enriquecendo meu trabalho como percussionista e músico”, afirma Afonsinho.



Lumumba foi o primeiro mestre luthier de Afonsinho Menino


Além de construir e recriar instrumentos, Menino também ensina sua técnica em cursos, oficinas e workshops. Desde 1989, esteve difundindo a luthieria em cidades como São Paulo, Bauru, Santo André, Birigui, Ribeirão Preto, Lins, São Carlos, Cafelândia, Lençóis, Guaimbé e Limeira, muitas vezes a convite da Secretaria Estadual de Cultura e do Serviço Social do Comercio – Sesc.


Oficina realizada no Sesc Bauru

Um bom exemplo disso foi o projeto Zabumbando, realizado em Bauru, com apoio da Secretaria Municipal de Cultura, entre 1999 e 2000. Na ocasião, capacitou jovens de dois bairros: Geisel e Otávio Rasi. Uma mistura de construção de instrumentos, ritmo e dança afro-brasileira e boi-bumbá, que culminou no desfile do Bloco Zabumbando, no Carnaval da cidade.

Em sua vivência, Afonso Menino diz que reconheceu a própria cultura durante estudos dos mais diversos ritmos e instrumentos percussivos. “Os tambores estão presentes em praticamente todas as sociedades humanas”. Hoje, são muito mais que uma soma de madeira, pele e amarras; são símbolos da resistência e da intercomunicabilidade cultural presente em todo Planeta.




Renata Gobatti